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A Renúncia de Bento XVI

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Ser um Papa, sucessor do apóstolo Pedro, o grande responsável pela igreja milenar de Cristo, é algo impensavelmente pesado, um fardo que vai aumentando o seu peso a cada dia, a cada pecado do homem, a cada pecado do Clero da Igreja (casos de pedofilia) que por ser dirigida por homens, não são poucos, o posicionamento da igreja nos temas polêmicos como aborto, união de homossexuais, métodos contraceptivos, entre outros.

Quando Ratzinger sucedeu o agora Beato João Paulo Segundo, já esperava que ele vinha para ser um papa de transição, pela sua grande experiência e pela sua idade avançada, afinal ele assumiu o papado já com 78 anos, ou seja, vinte anos mais velho do que Karol quando foi eleito em 1978.

Foi um papa de coragem, até porque não é fácil substituir alguém como Karol Wojtyla, um homem que foi se tornando santo ainda em vida, um legado de transformações no mundo,   na política mundial, nas famílias, nos jovens, um dos papas mais carismáticos e corajosos que a Igreja conheceu, viajando por várias nações, beijando o solo de cada uma delas.

Então, hoje o Planeta recebeu a notícia da renúncia de Bento XVI, a qual está descrita abaixo.

"Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino".Sou consciente de que este ministério, pela sua natureza espiritual, deve ser levado a cabo não apenas por obras e palavras mas também, em menor grau, através do sofrimento e da oração.



No mundo atual, sujeito a rápidas transformações e sacudido por questões de grande relevância para a vida da Fé, para governar a barca de S. Pedro e anunciar o Evangelho é necessário também vigor, tanto do corpo como do espírito. Vigor que, nos últimos meses, diminuiu em mim de forma que tenho de reconhecer a minha capacidade para exercer de boa forma o ministério que me foi encomendado.

Por isso, sendo consciente da seriedade deste acto, e em plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, sucessor de S. Pedro, que me foi confiado pelos cardeais no dia 19 de Abril de 2005. De forma que, a partir do dia 28 de Fevereiro de 2013, às 20h (19h em Lisboa), a sede de Roma, a sede de S. Pedro vai ficar vaga e deverá ser convocada, através daqueles que têm competências, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.

Queridíssimos irmãos, dou-vos as graças de coração por todo o amor e trabalho com que trouxeram até mim o peso do meu ministério e peço perdão por todos os meus defeitos.

Agora, confiamos a Igreja ao cuidado do Sumo Pastor, Nosso Senhor Jesus Cristo e suplicamos a Maria, sua Santa Mãe, que assista com a sua materna bondade aos padres cardeais ao eleger o novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, também no futuro, quero servir com todo o meu coração à Santa Igreja de Deus com uma vida dedicada à oração. Papa Bento XVI.

É bem provável que a sucessão de Bento XVI já esteja costurada entre os cardeais, ou será que o Vaticano foi realmente pego de surpresa? Agora nos resta aguardar o resultado do conclave e ouvir as palavras que sempre nos trazem grandes esperanças: "Habemus Papam".

O novo Papa, será o quarto de minha geração. Oremos para que este promova a integridade do homem, a democracia nos países, a extinção dos governos ditatoriais, socialistas ou comunistas do planeta, redução da fome no mundo, a liberdade de expressão, o amor, a paz, a união e a proteção da famílias. Amém!

@tolstoy.