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Um Discurso em Homenagem a todos nós, Cidadãos Pagadores de Impostos por Magaret Thatcher

por em


Pare tudo que está fazendo, e ASSISTA ESSE DISCURSO DE MARGARET THATCHER, SOBRE O DINHEIRO PÚBLICO (2:22).

Como seria bom, se tivéssemos no Brasil, um partido político com premissas de valores tão importantes. Se cada partido político carregasse tais premissas com afinco e honestidade, nosso Brasil estaria com certeza entre as melhores nações de se viver.

Faço questão de transcrever tal discurso, de pouco mais de dois minutinhos, mas que possui conteúdo preciso, para quem tem o ideal de fazer a nação prosperar.

Segue a transcrição.

"Um dos grandes debates do nosso tempo, é sobre quanto do seu dinheiro deve ser gasto pelo Estado, e com quanto você deve ficar para gastar com sua família.

Não nos esqueçamos nunca desta verdade fundamental: o Estado não tem outra fonte de recursos, além do dinheiro que as pessoas ganham por si próprias. Se o Estado deseja gastar mais, ele só pode fazê-lo tomando emprestado a sua poupança, ou te cobrando mais tributos.

E é melhor não pensar que outra pessoa vai pagar. Essa outra pessoa é você. Não existe essa coisa de dinheiro público. Existe apenas o dinheiro dos pagadores de impostos. A prosperidade não virá, por inventarmos mais e mais programas generosos de gastos públicos. Você não enriquece por pedir outro talão de cheques ao banco. E nenhuma nação jamais se tornou próspera, por tributar seus cidadãos além de sua capacidade de pagar.

Nós temos o dever de garantir que cada centavo que arrecadamos com a tributação, seja gasto bem e sabiamente. Pois é nosso partido que é dedicado à boa economia doméstica. Na verdade, atrevo-me a apostar que, se o Sr. Gladstone estivesse vivo, filiar-se-ia ao Partido Conservador.

Proteger a carteira do cidadão, proteger os serviços públicos, essas são nossas duas maiores tarefas, e ambas devem ser conciliadas. Como seria prazeroso, como seria popular dizer, "gaste mais nisso, gaste mais naquilo", É claro que todos nós temos causas favoritas. Eu, pelo menos tenho.

Mas alguém tem que fazer as contas. Toda empresa tem de fazê-lo, toda dona de casa tem de fazê-lo, todo governo deve fazê-lo, e este irá fazê-lo."

De repente, classe C

por em


Por LEANDRO MACHADO, 23 - estudante de letras na Universidade Federal de São Paulo, mora em Ferraz de Vasconcelos (SP) e escreve no blog Mural, da Folha

Eu me considerava um rapaz razoavelmente feliz até descobrir que não sou mais pobre e que agora faço parte da classe C.

Com a informação, percebi aos poucos que eu e minha nova classe somos as celebridades do momento. Todo mundo fala de nós e, claro, quer nos atingir de alguma forma.

Há empresas, publicações, planos de marketing e institutos de pesquisa exclusivamente dedicados a investigar as minhas preferências: se gosto de azul ou vermelho, batata ou tomate e se meus filmes favoritos são do Van Damme ou do Steven Seagal.

(Aliás, filmes dublados, por favor! Afinal, eu, como todos os membros da classe C, aparentemente tenho sérias dificuldades para ler com rapidez essas malditas legendas.)
A televisão também estudou minha nova classe e, por isso, mudou seus planos: além do aumento dos programas que relatam crimes bizarros (supostamente gosto disso), as telenovelas agora têm empregadas domésticas como protagonistas, cabeleireiras como musas e até mesmo personagens ricos que moram em bairros mais ou menos como o meu.

A diferença é que nesses bairros, os da novela, não há ônibus que demoram duas horas para passar nem buracos na rua.

Um telejornal famoso até trocou seu antigo apresentador, um homem fino e especialista em vinhos, por um âncora, digamos, mais povão, do tipo que fala alto e gosta de samba. Um sujeito mais parecido comigo, talvez. Deve estar lá para chamar a minha atenção com mais facilidade.

As empresas viram a luz em cima da minha cabeça e decidiram que minha classe é seu novo alvo de consumo. Antes, quando eu era pobre, de certo modo não existia para elas. Quer dizer, talvez existisse, mas não tinha nome nem capital razoável.

De modo que agora elas querem me vender carros, geladeiras de inox, engenhocas eletrônicas, planos de saúde e TV por assinatura. Tudo em parcelas a perder de vista e com redução do IPI.

E as universidades privadas, então, pipocam por São Paulo. Os cursos custam R$ 200 reais ao mês, e isso se eu não quiser pagar menos, estudando à distância.

Assim como toda pasta de dente é a mais recomendada entre os dentistas, essas universidades estão sempre entre as mais indicadas pelo Ministério da Educação, como elas mesmas alardeiam. Se é verdade ou não, quem pode saber?

E se eu não acreditar na educação privada, posso tentar uma universidade pública, evidentemente. Foi o que fiz: passei numa federal, fiz a matrícula e agora estou em greve porque o campus cai aos pedaços. Não tenho nem sala de aula.

Não que eu não esteja feliz com meu novo status de consumidor, não deve ser isso. (Agora mesmo escrevo em um notebook, minha TV tem cem canais de esporte e minha mãe prepara a comida num fogão novo; se isso não for felicidade, do que se trata, então?)

O problema é que me esforço, juro, mas o ceticismo ainda é minha perdição: levo 2h30 para chegar ao trabalho porque o trem quebra todos os dias, meu plano de saúde não cobre minha doença no intestino e morro de medo das enchentes do bairro.

Ou seja, ao mesmo tempo em que todos querem me atingir por meu razoável poder de consumo, passo por perrengues do século passado.

Eu e mais de 30 milhões de pessoas --não somos pobres, mas classe C.

Deixa eu terminar por aqui o texto, porque daqui a pouco vão me chamar de chato ou, pior, de comunista. Logo eu, que só li Marx na versão resumida em quadrinhos. Fazer o quê, se eu gosto é de autoajuda?

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O texto acima, foi um achado, um protesto, um desabafo claro da sociedade que não aguenta mais ser deixada de lado, em terceiro, quarto plano, servindo apenas para bancar o governo através de impostos, sem ter o mínimo de reciprocidade dos nossos governantes.

Por Tolstoy Cardoso Neto

Somos objeto do capitalismo, pra fazer a economia girar, pra aumentar o lucro das empresas, mas continuamos sem os direitos básicos de cidadão, principalmente aquele que faz uma nação RICA, a educação.

É uma pena também nosso país ter estacionado vergonhosamente sua infra-estrutura por décadas, acho que ganhamos apenas de Cuba. Há pouco tempo, uma das rodovias que uso pra visitar meus pais começou a ser duplicada e já está próxima de seu término. Mas espere, se ela ficará pronta próximo de 2 anos de obras, por que tive que esperar exatos 40 anos para ter uma rodovia mequetrefe duplicada? Tem algo errado nisso, não cara pálida?

Nós brasileiros temos que ser mais ativos e buscar nossos direitos, protestando, construindo boas relações, casar interesses entre empresas e clientes, afinal ambos são brasileiros, não? Ambos também reclamam de impostos sobre impostos, recordes de arrecadação, e os serviços prestados pelo poder público, muito aquém do dinheiro pago por nós. Acho que o que falta para nós é organização, união, competência, estratégia, por que não é possível aguentar tudo isso calado, passivo e sem fazer absolutamente nada.

Enquanto isso corruptos e corruptores, continuam na contra-mão do desenvolvimento do nosso país, virando as costas para a mais antiga lei da física - ação e reação - pois quando o governo deixa de fazer o seu dever, a sociedade acaba cobrando de um jeito ou de outro, seja na violência, nos sequestros, "terrorismo" aqui por enqto ainda não tem isso, enfim. Não se esquecendo que os mesmos corruptos e corruptores são usuários dessa infra que não funciona, da saúde que deixa a desejar e que direta ou indiretamente acaba afetando suas vidas.

A indicação do artigo De repente, Classe C foi feito pela amiga Rosalina Vilela. Obrigadíssimo!