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Operadoras de Telecom - Oportunidades e Desafios para uma Demanda de Banda Cada Vez Mais Larga

por em

Após analisar diversas demandas que deverão ser atendidas pelas Operadoras nos próximos anos, é correto afirmar que a maioria delas converge para uma mesma característica: a necessidade cada vez maior de banda larga, associada à capilaridade e a mobilidade da rede, para atender este novo comportamento dos clientes, que agora desejam acessar a internet a qualquer hora, em qualquer lugar, em qualquer device e de preferência de forma ultra rápida.

Baseado nessa tendência é notório destacar que os impactos na rede das Operadoras serão inevitáveis, e investimentos maciços deverão ser realizados. 

O tripé de sustentação para atender a tendência dessa demanda, está no fornecimento de altas capacidades, aliado ao crescimento da rede de preferência utilizando o meio óptico seja como acesso ou backbone, da imprescindível rede móvel, via celular ou WI-FI, que tem uma importância capital neste negócio, aliado a uma convergência do serviço de voz para rede orientada a pacote (IP), para atender a todos os serviços que forem demandados. 


Um dos grandes responsáveis por essa explosão de demanda foram os devices criados por Steve Jobs, que acabou mobilizando a concorrência a fazer o mesmo. Os smartphones e os tablets com suas telas multi-touch.

Com seus milhares de aplicativos baseados em sistemas operacionais iOS ou Android, aliado a sua portabilidade e ao acesso a internet via redes WI-FI ou Mobile, permitem que os clientes estejam conectados 24 horas por dia na internet e através dela alcançar seus objetivos diversos como informação, entretenimento, negócios, serviços, whatever.

Mas nada disso alcançaria o sucesso, se não houvesse um algo a mais nessa história, o Conteúdo.
E é aí que entra o mais temido concorrente das Operadoras, as OTT´s ou Over The Tops.

As também chamadas de Gigantes da Internet, como Google, You Tube, Vimeo, Amazon, e os diversos portais nacionais como Globo, Record, UOL, Terra, entre outros, utilizam a infraestrutura das operadoras para levar uma variedade de conteúdo ao mundo. E como se não bastasse, a grande explosão no consumo do conteúdo foi potencializada ainda mais por outro personagem da Grande Teia, temido pelas operadoras mas amadas pelos usuários, as Redes Sociais.

Facebook, Twitter, Google Plus, Whats App, Instagram, Pinterest, Linked In, entre outras, são as grandes disseminadoras de conteúdo e as grandes responsáveis pelo aumento de banda junto aos grandes tubos das operadoras, e além disso já são fornecedoras dos mesmos serviços das Operadoras - Comunicação por Voz, Vídeo e Mensagens Instantâneas (SMS). Entendeu por que do temor?

Outra característica desses devices, que tem contribuído para o aumento do consumo é a possibilidade dos clientes se interagirem durante os programas de TV, seja qual assunto for, esporte, novela, jornal, política, etc.

A chamada segunda ou terceira tela além de propiciar a interação entre os clientes melhora e muito a navegação do conteúdo da TV, funcionando como controle remoto, ou mesmo servindo como um browser, quando a TV (SMART TV) possibilita acesso ao conteúdo da internet.

E quanto melhor a navegação, maior o tempo consumido com o conteúdo, e maior ainda a demanda por banda. E pra tornar tal ação muito mais amigável e ágil e ainda alcançar até mesmo as TVs que não são tão SMARTs assim, o Google lançou recentemente a tecnologia Chromecast, um pequeno device em formato de pen drive com interface em HDMI, que pode ser conectado a qualquer tv que possua tal interface.

Outros segmentos de OTT, mais voltado para as TVs, que prometem intensificar o consumo de banda na rede são:

As locadoras virtuais, como a Netflix e a Netmovies, Games que usualmente são jogados online, Apple TV e Google TV (agora substituído pelo Chromecast) – com seus vídeos sob demanda.


Falando em qualidade de vídeo, é bom lembrar que já temos no mundo, conteúdo de vídeos em 4K, extremamente superior ao já consagrado High Definition. A banda para suportar esse tipo de vídeo terá que ser ainda maior. Um vídeo em 4K (4096x2304) seria 4 x o FULL HD (1080p). E olha que recentemente já disponibilizaram o 8K. E ainda temos a questão dos vídeos gravados em 3D, que inevitavelmente também consomem mais banda.

Analisando ainda o segmento de TV, podemos prever uma infinidade de serviços que em parte já estão ou estarão em breve nos portfólios das Operadoras, seja nas plataformas DTH, CABLE ou IPTV como VoD, e-learning, Canais à la carte, Canais Ultra High Definition, Resolução 4K, 8K (em Cable ou IPTV), entre outros.

Falando agora em Oportunidade, outra demanda que está para acontecer no país e que contribuirá não tanto para com o aumento de banda, mas terá um impacto financeiro positivo para as Operadoras com novas receitas é o Mobile Payment.

Através dos smartphones, já é possível fazer pagamentos móveis. Mas no país tal serviço ainda não se popularizou ou diria ainda não temos um padrão definido da tecnologia a ser utilizada nem ainda smartphones nas mãos da maioria dos brasileiros. E ainda está faltando regulamentação do Banco Central e da Anatel, já que Operadoras de Telecom, Bandeiras de Cartão de Crédito e os Bancos, são os principais agentes responsáveis por tornar tal serviço possível. Algumas parcerias já se formaram entre os principais bancos, bandeiras e operadoras do país, mas ainda em fase de experimentos, cada qual com sua solução.

Tim anuncia parceria com Bradesco e Itaú para uso de NFC para pagamento
Banrisul e PAX lançam pagamento móvel através de bluetooth + cartão de crédito
Bradesco em união com a Claro anuncia o Moedeiro, solução de pagamento móvel com cartão pré-pago
Caixa e TIM firmam parceria para criação de pagamento móvel
MasterCard e Vivo lançam o Zuum, serviço de pagamento móvel e cartão pré-pago;
PagSeguro anuncia PagSeguro NFC, a sua solução de pagamento usando near field communication

Aproveitando a oportunidade em referência ao assunto aumento de receita, destaco agora uma das grandes oportunidades de negócio para as Operadoras num futuro breve, a IoT.

A Internet das Coisas (IoT) ou Internet de Todas as Coisas (IoE) suportada pela tecnologia Machine to Machine, ou simplesmente M2M, que o leitor já vem acompanhando aqui no Mister Tube.

O M2M nada mais é do que a conexão entre máquinas sem a intervenção humana. E a internet das coisas é um novo conceito de serviços em que se utiliza a tecnologia para automatizar os processos que regem a sociedade, de modo a trazer qualidade de vida ao homem, através da produtividade, da redução de custo, do lucro, do uso racional dos recursos do Planeta, enfim uma infinidade de benefícios para a sociedade como um todo.

Dois grandes projetos nacionais entrarão com tudo nos próximos anos. O projeto Simrav (Sistema Integrado de Monitoramento e Registro Automático de Veículos), ou seja, um módulo de rastreamento (através do chip da Operadora) e bloqueio do veículo, que deverá obedecer a regras de segurança impostas pelo Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), e que só poderá ser ativado caso o proprietário do veículo concorde, dando condições de cada veículo ser rastreado pelo governo, pela polícia.

Outro importante projeto envolve as operadoras de Energia, as chamadas Redes Inteligentes ou simplesmente Smartgrids que possibilitarão uma gestão muito mais efetiva do consumo da rede elétrica, além de possibilitar uma interatividade maior com o consumidor, este podendo até se tornar fornecedor de energia inclusive.

Tais projetos alavancarão muito o segmento M2M, por terem uma abrangência nacional, ou seja, atenderão grandes volumes de clientes e de informação (dados).

Por atender praticamente todas as necessidades da sociedade, a tecnologia M2M acaba oferecendo uma infinidade de aplicações para os clientes.

De acordo com o IERC - Internet of Things european Research Cluster, são 12 as principais verticais mapeadas por várias organizações que envolvem centros de pesquisas, fabricantes e operadoras, que podem ser atendidas por essa tecnologia, tais como as Cidades Inteligentes, Monitoramento do Meio Ambiente, Medidores em Geral, Monitoramento da Água, Segurança e Emergências, o incrível segmento do Varejo com monitoramento de toda a cadeia produtiva, os pagamentos via NFC, a tecnologia RFID na área de Logística que possibilitará o monitoramento dos produtos, nos quesitos prazo, localização, temperatura, Inventário Instantâneo, possibilitando as empresas conhecerem em tempo real o seu inventário, e por fim em segmentos importantes da economia como a Agricultura, Pecuária, Saúde, a Automação Residencial (Domótica).


Diante dos desafios apresentados, é fundamental que se tenha dois atributos que alavanquem diferenciais perante a concorrência, a CRIATIVIDADE e a INOVAÇÃO.

É principalmente com elas, que tais Operadoras terão maiores chances de superar todos os desafios que estão por vir, e ainda permitir alcançar o incrível leque de oportunidades que apontam neste futuro, que em breve baterá à porta, pois segundo a teoria do Oceano Azul e Oceano Vermelho, a Operadora que navegar num mar sem concorrência, terá maiores chances de êxito e poderá enfim ganhar o tão almejado mercado de banda larga, mobile payment e M2M com agilidade, lucro e sustentabilidade.

Portanto existem desafios, mas também um inquestionável celeiro de oportunidades.

@tolstoy.

A Sustentabilidade do Futuro da Internet

por em
Por Tolstoy Cardoso Neto


O Grande Legado da Humanidade Steve Jobs, que criou recentemente a tecnologia multi-touch e tantas outras inovações tecnológicas, foi o grande responsável pela mudança de comportamento de toda uma geração em todo o Planeta. Com a invenção do incrível smartphone iPhone e posteriormente o tablet iPad, alavancou toda uma indústria motivando seus concorrentes a produzirem os mesmos devices, resultando assim em uma explosão no consumo de conteúdo, super potencializado pelas redes sociais.Você imagina então caro leitor, o tamanho da encrenca que Jobs, Zuckerberg, Page e Brin geraram para as operadoras? Sim, as Operadoras que são as grandes responsáveis por suportar o tráfego de dados de todos os devices utilizados pela população, com seus tablets, smartphones, netbooks, ebooks, e transmitido ao longo de seus backbones. Elas ficaram com a difícil missão de além de garantir a sua própria rentabilidade e se degladiarem com a concorrência, ainda precisam atender as exigências da agência que regulamenta o setor. O resultado disso tudo, é a necessidade de investimentos cada vez maiores para alargar seus tubos e assim conseguir absorver um tsunami de informações geradas e propagadas pelas Gigantes da Internet com seus conteúdos e suas redes sociais.



E a tendência de consumo é só aumentar, por algumas razões que relaciono a seguir:

1. O comportamento do cidadão do século 21 é estar sempre conectado às redes. Acordamos e dormimos conectados a elas. Atualmente a principal fonte de informação de notícias e entretenimento são as redes sociais Facebook e Twitter. Estes estão alastrados de links que arremetem a conteúdos principalmente de fotos e vídeos, que consomem muita banda.

2. Mais um device vem fazendo parte do nosso dia-a-dia - a Smart TV conectada também a internet e que consome vídeos - geralmente de locadoras virtuais (Netmovies, Netflix) e o próprio You Tube, além lógico dos Games que usualmente são jogados através da rede. Ah, one more thing, ainda estão para popularizar as TV da Apple e Google, que vem pra engrossar ainda mais a demanda por vídeo.

3. Uma outra tendência num futuro breve, será a internet das coisas. onde "as coisas", nossa geladeira, máquina de lavar, tvs, aquecedores, carros, motos estarão todas conectadas na internet, na NUVEM (Cloud Computing). Ou seja, mais consumo e 24 horas/dia.



4. Agora, imaginem só quando a qualidade técnica desse conteúdo aumentar, e popularizar como é o caso dos vídeos 4K, extremamente superior ao já consagrado High Definition? A banda para suportar esse tipo de vídeo considerando tudo que falamos anteriormente terá que ser ainda maior. Um vídeo em 4K (4096x2304) seria 4 x o FULL HD (1080p). E olha que recentemente já disponibilizaram o 8K. E ainda tem a questão dos vídeos gravados em 3D, que inevitavelmente também consomem mais banda.



Percebeu agora o tamanho da encrenca?

E agora eu pergunto, ou melhor, acho que trata-se de uma pergunta de todas as Operadoras. Qual a sustentabilidade desse modelo de negócios da Internet? Como as operadoras vão garantir a qualidade de toda esta demanda que não pára de crescer, se aquilo que elas vendem se tornaram "commodities"?

A conta simplesmente não fecha, pelo menos na situação que hoje se encontra o modelo. É inevitável que todos aqueles que participam direta ou indiretamente do setor revejam as questões capitais, os ofensores que podem inviabilizar a internet do futuro, a "Era Zetabytes (vide infográfico)".

Abaixo dois vídeos onde a Cisco mostra o volume de tráfego que se espera até 2015 para plataformas móveis



e um outro vídeo que apresenta a internet daqui há dois anos.



Operadoras, fabricantes de equipamentos e fibras ópticas, geradores de conteúdo, as redes sociais, o próprio governo com suas exigências, não esquecendo também de todos os setores que "vendem" espaço físico nas cidades e estradas para construção das redes, precisam encontrar um novo caminho. Mas nem todos estão a fim de entrar nessa discussão, como é o caso das Gigantes da Internet e até o próprio governo (união, estados e municípios).

Hoje, li uma reportagem sobre o confronto iminente entre Operadoras responsáveis por prover infra-estrutura e os grandes utilizadores da infraestrutura, como Google, Facebook, YouTube e eBay, que não pagam pelo intenso tráfego que geram nas redes. Essa discussão antecede a revisão do tratado global de telecomunicações. A negociação está prevista para a Conferência Mundial sobre Telecomunicações Internacionais, que ocorrerá em dezembro, em Dubai.



Bom, o tempo continua sendo o Senhor da Razão. Vamos então aguardar pra começar a perceber quem sobreviverá no setor onde conteúdo, broadcast e as redes que as suportam não chegam num acordo. Uma coisa é certa: uma não vive sem a outra, pelo menos por enquanto. Sem infra não tem internet e sem conteúdo ela não teria razão de existir.

Digo por enquanto, porque a Google já está implantando o seu projeto Google Fiber, cabeando cidades nos Estados Unidos, começando pelo Kansas para ela mesma ser a provedora da infra-estrutura. Mas não é uma rede qualquer, é uma rede com 1 Gbps direto pro cliente.

Para as operadoras restam um importante atributo e alavancador de diferenciais perante a concorrência - a inovação. É principalmente com ela, que tal desafio terá maiores chances de ser superado.

Quem viver verá!

@tolstoy